05/05/2016

0 O reino dos Leões - Zoo de Lisboa




Dos meus passeios ao Jardim Zoológico de Lisboa, deixo hoje como estrela dos meus cliques fotográficos:

Leões Africanos

Que se encontravam a dormir bem calmamente no dia em que os fui visitar.




 

Nome Científico: Panthera leo leo
Ordem: CARNIVORA
Família: Felidae


Distribuição e Habitat :
Em vários países da África Subsaariana.

Identificação:
Possuem uma pelagem amarela, existindo um dimorfismo sexual bem visível, os leões são maiores e mais pesados do que as leoas e apresentam uma extensa juba em torno da cabeça. Os juvenis exibem manchas negras na pelagem, que desaparecem com a idade. Os leões exibem um tufo de pelos na ponta da cauda. 



Hábitos:
Esses grandes felinos vivem em grupos sociais de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Num bando, há divisão de tarefas: as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo de animais maiores ou mais numerosos. O leão é o primeiro a comer, as crias são geralmente as últimas e mesmo a própria mãe poderá não partilhar a refeição com elas se estiver com muita fome.

Alimentação:
Alimenta-se principalmente de zebras, veados, antílopes e girafas. Em média, uma fêmea precisa de 5 kg de carne por dia e um macho de 7 kg. Mas, na natureza, a caça tem um ritmo irregular e por vezes acontece eles ficarem sem comer durante dois ou três dias. Podem também chegar a roubar presas de leopardos, chitas, e hienas. Quando a caça é farta, são capazes de ingerir 20-30 kg de carne de uma só vez. 





Reprodução:
O acasalamento pode ocorrer em qualquer altura do ano. O período de gestação é de mais ou menos 3 meses e meio, após os quais nascem entre uma a seis crias, que são amamentadas até aos seis a sete meses de idade. As fêmeas atingem a maturidade sexual aos três anos de idade e os machos aos cinco ou seis anos.

Estatuto de conservação e principais ameaças:
É uma espécie vulnerável (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Está muito ameaçada devido à caça pelas populações locais, à caça ilegal para obtenção de troféus e à diminuição e fragmentação do seu habitat. 



Texto explicativo: Wikipedia; www.zoo.pt
Fotos: Pessoais



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03/05/2016

0 Os Jardins de Villandry


Villandry é um palácio renascentista, localizado na comuna de Villandry, departamento de Indre-et-Loire, na França.




Foi o último castelo da Renascença a ser construído nas margens do Loire. A sua arquitetura combina na perfeição com os jardins dispostos em três níveis, numa união feliz de beleza, harmonia, diversidade.


Foto: wikipedia_Jean-Christophe BENOIST

Foto: wikipedia_Daderot


Foi construído por Jean le Breton, Ministro das Finanças de François I em 1536 sobre uma antiga fortaleza do século XII, da qual só restava apenas as suas fundações e a torre.



Fotos: www.visit-au-chateau.com

O palácio permaneceu na família Le Breton por mais de dois séculos até que foi adquirida pelo Marquês de Castellane. Durante a Revolução Francesa, a propriedade foi confiscada e no início do século 19, o imperador Napoleão adquiriu para o seu irmão José Bonaparte.

Foto: www.visit-au-chateau.com

Foto: panoramio_Photos by marco .gi 46


Em 1906 Villandry, em ruinas, foi comprado pelo Dr. Joachim Carvalho um espanhol, e pela sua esposa americana, Ann Coleman que o restaura e criando os seus maravilhosos jardins por volta de 1910.



Fotos: Panoramio_Photos by p.wassenaar


O grande charme do castelo são os seus belissimos jardins.


Foto: www.visit-au-chateau.com

Foto: Panoramio_Photos by Ladush


No jardim ornamental, os arbustos formam símbolos musicais, corações, pergaminhos, borboletas, alegorias de amor apaixonado, inconstante e trágico. É formado de três partes, o Jardim do Amor, o Jardim da Música e o Jardim des Simples (plantas aromáticas e medicinais).


Foto: Panoramio_Photos by marco .gi 46

Foto: www.geolocations.com

A horta decorativa tem uma profusão de flores coloridas e legumes plantados num terreno regular em forma de um tabuleiro de damas. O efeito das variações sazonais é uma constante mudança de imagem tridimensional.


Foto: www.chateauvillandry.fr



O jardim da água é o mais tranquilo e relaxante do castelo, o centro das atenções é o seu lindo lago, que associado ao som das fontes e aos grandes espaços relvado dão uma sensação de calma e tranquilidade.



Fotos: Panoramio_Photos by jerome.b



Fotos e Fontes: Wikipedia; http://www.castles.francethisway.com/chateau-villandry.php http://www.visite-au-chateau.com/villandry.htm; http://www.chateauvillandry.fr/; Panoramio; outros net.

* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.


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01/05/2016

0 Jardins Ingleses




Os ingleses, apesar do clima por vezes bem rigoroso, adoram os seus jardins e orgulham-se dos mesmos. Os jardins ingleses são conhecidos em todo o mundo pela sua beleza e tranquilidade.



O jardim inglês ou jardim à inglesa, é um tipo de jardim desenvolvido durante o século XVIII, ao contrário dos jardins geométricos ao estilo francês ou italiano, concebidos por arquitectos.




O principio destes jardins é o de esconder a arte tanto quanto possível. Pois apenas assim a natureza é perfeitamente bela, em outras palavras, mostra com grande distinção a objectivação da vontade de viver que é ainda sem conhecimento.



O Jardim Inglês é considerado como uma revolução, um manifesto contra os padrões rígidos e simétricos de outros estilos. Ele valoriza a paisagem natural, com formas curvas e arredondadas tanto no relevo, como nos caminhos e na construção dos maciços e bosques. Neste estilo é fundamental a utilização de extensos relvados, com amplas alamedas. O parque não pode ser totalmente plano e as ondulações do terreno devem ser valorizadas. Formas geométricas ou rectas não são permitidas.

As árvores e arbustos são muitas vezes dispostas de acordo com o porte e a coloração, o que não impede a mistura ou a utilização isolada. As plantas floríferas e perfumadas de pequeno porte podem compor grandes e sinuosos maciços no meio do relvado. Plantas que exigem muita manutenção e reformas, assim como arbustos topiados são proibidos.



Outros componentes são bem vindos neste jardim, acrescentando charme e naturalidade, como árvores mortas, rochedos e pequenas colinas, construção de ruínas, clareiras, lagos, riachos, quiosques, etc. Devemos ter a sensação de andar por um bosque antigo e natural, com pouca ou nenhuma intervenção do homem.




Ao falar dos jardins ingleses é forçoso falar dos Jardins Botânicos Reais de Kew, um dos mais extensos, antigos e prestigiosos jardins botânicos do mundo. Ficam situados num vasto parque localizado entre Kew e Richmond upon Thames, na periferia sudoeste de Londres.

Os Kew Gardens, como em geral são conhecidos, constituem um grande complexo de jardins, arvoredos e estufas, sendo um centro de excelência na investigação botânica e um afamado centro de formação profissional em jardinagem.




Fontes: “jardineiro.net” ; “jardimdeflores.com”; wikipedia; outros.
Fotos: Net

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22/04/2016

0 Primavera no Japão




A Primavera é uma estação do ano magnífica em qualquer parte do Mundo. Hoje decidi colocar fotos da Primavera no Japão, acompanhadas por um texto de Cecilia Meireles.

" A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.


A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.


Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores. Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur.


Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.


Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.


Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.


Mas é certo que a primavera chega.

É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.


Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim.

Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.
E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvi¬los que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.


Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul.


Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.


Os casulos brancos das gardénias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.


Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade.

Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto: extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1"
Fotos: Net



"Quando o dia começar sem o canto dos pássaros, as flores não brotarem mais na primavera e os rios morrerem em seus leitos, a natureza certamente dará uma resposta ao seu algoz." (Paulo Roberto Avelino de Oliveira)
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