segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Jardim: Gotemburgo Botanical Garden


Foto: seisreyes.com

O Jardim Botânico de Gothenburg, (Göteborgs botaniska trädgård) é o maior jardim botânico da Suécia, um local maravilhoso, onde a beleza e encanto da natureza associadas à arte e mestria do homem convidam o visitante a um passeio, ou apenas a fazer uma pausa revigorante, para aliviar o corpo e alma do acelerado ritmo da vida quotidiana. 

Está localizado em Carl Slottbergs Gata na cidade de Gotemburgo. Tem uma área total de 175 hectares (cerca de 430 ha) contando ainda com uma parte da reserva natural de Änggården.


Foto: Wikipedia_Autor: Michael Caven

Foto: Thors Fotoblogg_Egna Foton
É o lar de mais de 16.000 espécies de plantas ao ar livre, além de 4.500 na sua estufa, das quais 1.600 são orquídeas.


Foto: CityKnown


Neste jardim encontra-se um bosque de bambu, um jardim de ervas, um vale japonês, um jardim de pedras, uma estufa com plantas exóticas, enfim é um lugar maravilhoso com uma imensidão de lugares onde o visitante se pode sentar para relaxar e descansar.


Foto: Wikipedia_Gumisza

Foto: seisreyes.com

Alguns dos seus espaços
• Arboretum (árvores e arbustos de todo o mundo)
• Vale japonês
• O Jardim dos rochedos
• Horta familiar
• Vale dos rododendros
• Estufas

Foto: seisreyes.com


Arboretum (árvores e arbustos de todo o mundo)
São cerca de 15 hectares de área externa, que desde o início dos anos 50 foram plantados com árvores e arbustos de todo o mundo, como Cercidiphyllum japonicum, os Glyptostroboides e cerca de 300 outras espécies.


Foto:leabright.files.wordpress

Foto:leabright.files.wordpress

Vale japonês
Um lugar de contemplação silenciosa onde  se pode desfrutar tranquilamente da beleza de plantas herbáceas, arbustos e árvores, japonesas e do Leste da Ásia. Especialmente notável são as magnólias, azaléias e cerejeiras.


Foto: TrekEarth_Saxo042


Em maio, o chão cobre-se de flores Hylomecum japonicum. No outono, as árvores e arbustos tornam-se numa imensa profusão de cores.


Foto: TrekEarth_Monziii

Jardim dos rochedos (com 5000 plantas)
O “Rock Garden” (jardim dos rochedos) é o orgulho do jardim botânico sendo muito famoso e tendo já recebido três estrelas no Guia Michelin. Aqui existe uma multiplicidade de plantas coloridas adequadas para o cultivo em jardins ornamentais, pântanos e áreas de sombra. Em 2003, uma nova atração foi adicionado ao jardim, um departamento com plantas gregas, Flora Hellenica.  As plantas do jardim de pedra são dispostas de acordo com a sua origem geográfica.


Foto:leabright.files.wordpress


Vale dos rododendros
Solo ácido, alta humidade, um local abrigado e um clima de inverno relativamente ameno são as condições que tornam esta coleção de rododendros selvagens uma das maiores nos países nórdicos. Existem mais de 200 espécies selvagens em exposição. Durante a maior parte do ano, encontram-se algumas delas em flor. As cores mais comuns são rosa e vermelho, mas a sua paleta também é feita de branco, amarelo, roxo e azul.


Foto: Panoramio_Despina Mousafiri

Horta familiar
Ao abrir o portão de madeira verde entra-se no jardim da cozinha. Aqui, o jardineiro amador pode encontrar inspiração para o enredo em casa. As hortaliças são cultivadas num sistema de rotação de quatro anos. Todo o cultivo é ecológico e os inseticidas foram naturalmente, banidos.


Foto: www.gotbot.se


Estufas (Greenhouses)
Nas estufas encontram-se cerca de 4.500 espécies diferentes, incluindo cerca de 1.600 orquídeas.



Foto: botaniska-gardener.blogg.se_Hasse Wester

A coleção de orquídeas situa-se em quatro casas com climas diferentes. As orquídeas estão em plena floração em março e abril, com um segundo período de floração, menos espetacular durante setembro e outubro.


Foto: Panoramio_HeleneS

As Begonias compartilham a sua casa com plantas subtropicais, com o musgo espanhol, Waxplants e Staghorn epífitas samambaia. A floração é mais abundante no Outono, mas algumas espécies de Begonia florescem todo o ano.


Foto: botaniska-gardener.blogg.se_Hasse Wester

Não só cactos crescem na Casa Cactus, mas também outras suculentas, como espécies de agave e Aloe e os sul-africanos "pedras vivas" .

A casa “The Southern Hemispere House “ contém plantas e mato australiano como acácias e eucaliptos entre outros.


Foto: botaniska-gardener.blogg.se_Hasse Wester
Foto: Wikipedia


Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.gotbot.se/; http://seisreyes.com/; ttp://leabright.files.wordpress.com/; Flickriver; cityKnown.com; http://gardener.blogg.se/; Panoramio; Thors Fotoblogg; Outros NET


* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.
 

domingo, 20 de setembro de 2015

Preservar as Florestas é proteger o Futuro




A floresta é parte integrante do nosso ecossistema, tendo uma importância vital para o equilíbrio ambiental e ecológico do nosso planeta. Preservar as florestas é sinônimo de proteger e a garantir a qualidade de vida, é preservar o futuro.




Além da beleza paisagística as florestas constituem habitats únicos para variadíssimas espécies de seres vivos, incluído comunidades humanas.




As florestas ocupam cerca de 30% da área terrestre do nosso planeta e contêm cerca de 70 % do carbono presente nos seres vivos. O desenvolvimento da floresta é um processo que decorre muito lentamente, sendo necessário muito tempo para que se estabeleçam os equilíbrios fundamentais entre as diferentes espécies e o meio físico envolvente.




O acelerado ritmo das actividades humanas e as agressões frequentes aos espaços florestais não são compatíveis com a lenta capacidade de resposta dos ecossistemas florestais, conduzindo à sua progressiva degradação e destruição.




Podemos ajudar a preservar as florestas e matas de muitas formas, porém, a maior contribuição que devemos dar à natureza é estudá-la para compreendê-la, tomarmos consciência de sua importância no equilíbrio ecológico do planeta e socializar esta compreensão com os nossos semelhantes na forma de ensinamentos, de sensibilização e nas atitudes correctas em prol das árvores, dos arbustos, das herbáceas, etc. Devemos aprender e ensinar, enquanto aprendemos, que as plantas são extremamente necessárias à nossa sobrevivência, além de trazerem muitos benefícios para nós, para uma imensa multidão de animais e para o ambiente em geral.



Existe uma variação ambiental gradual no tipo de florestas que existem no nosso planeta, mesmo assim, podemos considerar três tipos principais de floresta, classificados de acordo com a latitude: As florestas tropicais, temperadas e boreais.




Floresta tropical
As florestas tropicais caracterizam-se por possuírem a maior diversidade de espécies. Um quilómetro quadrado pode conter mais de 100 espécies diferentes de árvores. As florestas tropicais são assim denominadas por se localizarem entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, sendo encontradas na região amazónica, na América Central, na Indonésia, Austrália e na bacia do rio Congo e em África. A maior floresta tropical húmida do mundo é a Floresta Amazónica.




A sazonalidade nestas florestas consiste em apenas duas estações: a estação húmida e a estação seca e a duração do período de dia e noite varia pouco ao longo do ano, sendo sempre próxima de 12 horas. A temperatura é elevada e também varia pouco ao longo do ano, sendo a diferença entre a temperatura média dos meses mais quentes e dos meses mais frios à volta de 5º C. A precipitação anual é elevada (geralmente superior a 2000 mm) e distribuída equitativamente ao longo do ano. A fauna é muito rica, sendo constituída por inúmeras espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, etc.




Os solos são, em geral, pobres em nutrientes. A decomposição da matéria orgânica é rápida. Nestas florestas existem várias camadas de copas, existindo um gradiente de espécies em altura. As copas são contínuas, permitindo a penetração de muito pouca luz para o solo.




Floresta temperada
Trata-se de florestas típicas do hemisfério norte, características das zonas temperadas húmidas e abrangem o oeste e centro da Europa, leste da Ásia (Coreia, Japão, e partes da China) e o leste dos Estados Unidos. Situa-se, pois, abaixo da Taiga. Ao contrário das florestas tropicais, que são "sempre verdes", as árvores da floresta temperada perdem as suas folhas no Outono. As temperaturas médias anuais são moderadas, embora a temperatura média vá cariando ao longo do ano. As quatro estações do ano encontram-se bem definidas.
O solo destas florestas é muito rico em nutrientes devido, sobretudo, ao processo natural de decomposição das folhas que vai enriquecendo o solo em nutrientes. A acumulação de matéria orgânica dá-se, sobretudo nos primeiros horizontes do solo, que possuem, por isso, uma cor mais escura.




A vegetação das florestas temperadas é variada, desde as coníferas e árvores com folhas largas caducas, como as das florestas da Europa e da América do Norte, às árvores de folhas largas que se mantêm verdes todo o ano, típicas da Florida e Sul da Nova Zelândia. Há vários tipos de florestas temperadas, mas as árvores de folha caduca são predominantes, embora apresentem também árvores de folha persistente, cujas folhas se encontram transformadas em agulhas.
A vegetação apresenta variações sazonais e o seu crescimento ocorre, sobretudo, na Primavera e no Verão.
Essa florestas apresentam vegetação predominantemente arbórea (carvalhos, bordos, faias, nogueiras) e uma fauna muito rica representada por urso, veados, esquilos, lobos, raposas, lebres, répteis, anfíbios insectos e aves.




Floresta boreal (taiga)
A Taiga, também conhecida como floresta boreal, localiza-se exclusivamente no Hemisfério Norte, encontra-se em regiões de clima frio e com pouca humidade. Dois terços da Taiga estão na Sibéria, estando o resto na Escandinávia, Alasca e Canadá. As estações do ano dividem-se entre um Verão curto, húmido e pouco quente, e um Inverno longo, seco e muito frio. O clima é subártico, com ventos fortes e gelados durante o ano todo.


A floresta boreal é uma mistura de betuláceas e de resinosas. Estas árvores resistem a condições climatéricas difíceis: temperaturas muito baixas, solo gelado durante uma grande parte do ano.
As árvores demonstram a existência de adaptações ao meio. Sendo de folha persistente, conservam, quando a temperatura baixa, a energia necessária à produção de novas folhas e assim que a luz solar aumenta, podem começar de imediato a realizar a fotossíntese.



As folhas possuem formato de agulhas, com cutícula grossa e resistente ao frio. O tronco é recoberto por casca espessa e suberosa, garantindo isolamento contra o frio. As árvores características são coníferas, como pinheiros e abetos. Também estão presentes plantas arbustivas e herbáceas, além de musgos e líquens. A diversidade vegetal é baixa, frequentemente formada por uma ou duas espécies de árvores, em estratos uniformes. A fauna é constituída de alces, ursos pardos, lobos, martas, linces, esquilos, raposas e diversas aves migratórias.



As florestas possuem uma enorme importância, tanto ecológica, como económica e mesmo social.
• Nas florestas está concentrada a maior parte da biodiversidade terrestre, sobretudo nas florestas tropicais.
• Cumprem importantes funções na protecção dos solos contra a erosão, de controlo do ciclo hidrológico e da qualidade da água.
• São uma importante fonte de matérias-primas como madeiras, combustíveis, alimentos e matérias-primas para uma infinidade de produtos e aplicações.
• Funcionam como importante local de lazer, de prática de desporto e turismo.
• São um habitat privilegiado para a realização de acções de educação ambiental.
• Nalguns locais, em particular nas zonas tropicais, as florestas são importantes reguladores do clima.
• Ajudam a contrariar o efeito de estufa e consequentemente o aquecimento global.
• Renovam o ar, produzindo oxigénio e consumindo dióxido de carbono



É cada vez mais essencial uma gestão sustentável das florestas, procurando assegurar que a exploração de recursos e que o uso da floresta não coloque em perigo a sua produtividade futura, tentando manter o equilíbrio do ecossistema.



O que podemos fazer:

-Evitar os incêndios; através limpeza dos terrenos; proibição de fogueiras; ter cuidado com as queimadas; não deitar cigarros mal apagados fora.
-Reflorestação; Plantação de novas árvores depois do corte das velhas, tratar as árvores contra doenças e pragas.
-Fazer uma exploração racional das florestas.Uma floresta demora dezenas e mesmo centenas de anos a formar-se. Quando destruímos uma floresta, estamos a destruir um ecossistema com uma tal biodiversidade, que importa fazer cada vez mais esforços no sentido de a defender como uma valiosa fonte de riqueza natural.


Tão importante quanto a preservação, é o plantio de florestas que permitam resgatar as emissões de carbono, ajudem na preservação dos rios e nascentes e, sobretudo, da própria mata nativa.

Fontes e Fotos: "Wikipedia"; "guiaflorestal"; "planetasustentável"; "www.ibflorestas.org.br/"; fotos pessoais e outros


Respeitar a floresta é preservar o futuro, não devemos esquecer a importância que as florestas possuem nas nossas vidas, assim como as áreas verdes nas nossas cidades, e as consequências que adviriam com a possibilidade do seu desaparecimento.

sábado, 19 de setembro de 2015

Preservar a Natureza - Combater a Poluição do AR


De todas as poluições que convivemos nos tempos actuais, a pior é e será sempre a do ar. A água poluída e a comida contaminada podem ser rapidamente avaliadas e rejeitadas, mas não podemos recusar o ar que está ao nosso redor naquele exacto momento em que o corpo exige uma nova ventilação pulmonar. Para respirar e viver com qualidade de vida precisamos de um ar limpo, sem impurezas. Porém nas cidades e no campo estamos diariamente em contacto com ar contaminado, devido à poluição causada pelos automóveis, indústrias, siderurgias ou fábricas.


Foto:www.washingtonian.com


A poluição atmosférica (ou do ar) pode ser definida como a introdução na atmosfera de qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades dessa atmosfera, afectando, ou podendo afectar, por isso, a "saúde" das espécies animais ou vegetais que dependem ou tenham contacto com essa atmosfera, ou mesmo que venham a provocar modificações físico-químicas nas espécies minerais que tenham contacto com ela.


Foto: Net

O desenvolvimento industrial e urbano tem originado em todo o mundo um aumento crescente da emissão de poluentes atmosféricos. O acréscimo das concentrações atmosféricas destas substâncias, é responsável por danos na saúde, redução da produção agrícola, danos nas florestas, degradação de construções e obras de arte e de uma forma geral origina desequilíbrios nos ecossistemas.
Em Portugal, os problemas de qualidade do ar não afectam o território de uma forma sistemática, encontrando-se localizados em algumas áreas onde é maior a concentração urbana e a presença de grandes unidades industriais (Sines, Setúbal, Barreiro-Seixal, Lisboa, Estarreja e Porto). No entanto, a poluição do ar, devido às características da circulação atmosférica e devido à permanência de alguns poluentes na atmosfera por largos períodos de tempo, apresenta um carácter para além fronteiras e é responsável por alterações ao nível planetário, o que obriga à conjugação de esforços a nível internacional.




Actualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos nocivos da poluição do ar.

Fontes Poluidoras

Destacam-se, pelas suas emissões, as Unidades Industriais e de Produção de Energia, as refinarias, fábricas de pasta de papel, siderurgias, cimenteiras e indústria química e de adubos.

A utilização de combustíveis para a produção de energia é responsável pela maior parte das emissões de SOx e CO2 contribuindo, ainda, de forma significativa para as emissões de CO e NOx.

O uso de solventes em colas, tintas, produtos de protecção de superfícies, aerossóis, limpeza de metais e lavandarias é responsável pela emissão de quantidades apreciáveis de Compostos Orgânicos Voláteis.


Foto: Net

Existem outras fontes poluidoras que, em certas condições, se pode revelar importantes, tais como:

● A queima de resíduos urbanos, industriais, agrícolas e florestais, feita muitas vezes, em situações incontroladas. A queima de resíduos de explosivos, resinas, tintas, plásticos, pneus é responsável pela emissão de compostos perigosos.
● Os fogos florestais são, nos últimos anos, responsáveis por emissões significativas de CO2.
● O uso de fertilizantes e o excesso de concentração agropecuária, são os principais contribuintes para as emissões de metano, amoníaco e N2O.
● As indústrias de minerais não metálicos, a siderurgia, as pedreiras e áreas em construção, são fontes importantes de emissões de partículas.
● Os transportes rodoviários, são uma fonte importante de poluentes, devido essencialmente às emissões dos gases de escape, mas também como resultado da evaporação de combustíveis. São os principais emissores de NOx e CO, importantes emissores de CO2 e de COV, além de serem responsáveis pela emissão de poluentes específicos como o chumbo.




A poluição prejudica os ecossistemas e o património histórico e cultural em geral.

Consequências

Efeitos sobre a saúde humana


A poluição atmosférica afecta o sistema respiratório podendo agravar ou mesmo provocar diversas doenças crónicas tais como a asma, bronquite crónica, alergias, infecções nos pulmões, enfisema pulmonar, doenças do coração e cancro do pulmão.
Em cidades muito poluídas, esses distúrbios agravam-se no Inverno com a inversão térmica quando a camada de ar fria forma uma redoma no alto atmosfera, aprisionando a ar quente e impedindo a dispersão dos poluentes. Nos países industrializados 20% das doenças registadas são imputáveis a factores ambientais.
A asma e as doenças do foro respiratório são a causa do maior número de hospitalizações de crianças, sendo que 1 em cada 7 sofre de asma. As crianças estão também mais expostas ao gás de escape dos carros.

Efeitos sobre as plantas
Os poluentes atmosféricos podem afectar a vegetação por duas vias: via directa e via indirecta. Os efeitos directos resultam da destruição de tecidos das folhas das plantas provocados pela deposição seca de CO2, pelas chuvas ácidas ou pelo ozono, reflectindo-se na redução da área fotossintética. Os efeitos indirectos são provocados pela acidificação dos solos com a consequente redução de nutrientes e libertação de substâncias prejudiciais às plantas, resultando numa menor produtividade e numa maior susceptibilidade a pragas e doenças.


Efeito Estufa
A temperatura da troposfera é pouco afectada pela radiação solar directa, a que é relativamente transparente, aquecendo sobretudo como resultado da absorção das radiações de grande comprimento de onda emitidas pela superfície terrestre. A absorção da radiação terrestre é efectuada por diversos compostos de que se salienta o CO2 mas também o CH4, Ozono, N2O e os CFC. Estes funcionam assim como os vidros de uma estufa, deixando passar a radiação solar que aquece o solo retendo a radiação terrestre. É por esta razão que o acréscimo na concentração destes poluentes poderá ter como reflexo o aumento da temperatura do ar. Este efeito é semelhante à dos vidros fechados de um carro exposto ao sol. O vidro permite a passagem dos raios solares, acumulando calor no interior do veículo, que fica cada vez mais quente.

As consequências deste fenómeno são catastróficas, segundo várias teorias o aumento da temperatura do planeta é responsável pela maioria dos desastres climáticos actuais (enchentes, secas, tempestades, furacões, e maremotos).
Segundo várias teorias o aquecimento global favorece a ocorrência de furacões, tempestades e até terramotos e se a temperatura da Terra aumentar 1 ou 2 graus Celsius, grande parte da região congelada entorno da Antártida pode derreter. O gelo ocupa um volume muito menor que a água líquida, assim o nível do mar aumentaria, fazendo com que ilhas e cidades costeiras desaparecessem dos mapas, ficando totalmente submersas.
Registaram-se nos últimos anos aumentos da concentração atmosférica de CO2, numa amplitude que ultrapassa as oscilações do último milhar de anos e de que as principais causas serão o aumento de uso de combustíveis fósseis e a desflorestação.



Chuva Ácida
A chuva ácida é uma das principais consequências da poluição do ar. A combustão de carvão ou de petróleo libertam resíduos gasosos, como óxidos de nitrogénio e de enxofre. A reacção dessas substâncias com a água forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, presentes nas precipitações de chuva ácida.
Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de quilómetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das fontes poluidoras, prejudicando outros países. Na Europa parte dos poluentes produzidos acabam sendo levados pelo vento até a Escandinávia onde caem sob a forma de chuva em lagos e florestas.


Existem já centenas de lagos acidificados na Suécia onde não existem mais peixes, aves e plantas. Em alguns locais florestas inteiras morreram devido a acidez da chuva. Estima-se que 90 % das trutas já desapareceram dos lagos da Noruega.

O solo empobrece, a vegetação fica comprometida. A acidificação prejudica os organismos em rios e lagoas, comprometendo a pesca. A chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo, monumentos históricos. Recentemente, a Acrópole de Atenas teve que passar por um processo de restauração, pois a milenar construção estava sofrendo com a poluição da capital Grega.

Redução da Camada de Ozono
O Planeta Terra, é cercado por uma camada de gases, chamada de atmosfera. Estes gases ficam presos ao redor da terra devido a força gravitacional de atracção e alcança uma altura de até 1000 Km acima da terra. Ela divide-se em camadas, sendo que a mais próxima de nós é a troposfera, formada pelo ar que respiramos. A presença do ozono na estratosfera (entre 20 e 40 km de altitude) funciona como uma barreira para a radiação ultravioleta, tornando-se assim essencial para a manutenção da vida na superfície terrestre. Em 1977 cientistas detectaram que a camada de ozono em cima da Antárctica estava ficando muito fina, permitindo a passagem de perigosas radiações numa área de 31 milhões de Km2, 15 % do planeta. Depois de vários estudos descobriu-se que os gases CFCs (clorofluorcarbonos) eram os verdadeiros responsáveis. A emissão destes gases em larga escala, deterioram a camada de ozono, de modo a existir risco de efeitos nocivos para a saúde do homem e para o ambiente em geral.




A partir desta descoberta tem-se medido a redução da concentração de ozono em locais específicos da atmosfera ("buracos do ozono" nas regiões Antárctica e Árctica) e de uma forma geral em todo o planeta.
Actualmente o buraco aumenta a cada ano que passa, e já atinge a Argentina, o Chile, Uruguai e o sul do Brasil. Com a passagem destas perigosas radiações temos visto no mundo inteiro o aumento crescente do Cancro de Pele (melanoma).
Atentos a esta problemática mais de cem países já ratificaram a Convenção de Viena para a protecção da camada de ozono e o Protocolo de Montreal sobre as substâncias que deterioram a camada de ozono. Este Protocolo estabelece o controlo da produção e consumo de cerca de 90 substâncias regulamentadas.

Medidas de Combate à Poluição Atmosférica
Para reduzir a concentração dos poluentes atmosféricos são necessárias tanto medidas preventivas como correctivas, assumindo a informação um papel fundamental na mobilização dos cidadãos. Entre os principais meios de intervenção disponíveis contam-se:
• Estabelecimento de limites de qualidade do ar ambiente;
• Definição de normas de emissão;
• Licenciamento das fontes poluidoras;
• Incentivo à utilização de novas tecnologias;
• Utilização de equipamento de redução de emissões (por exemplo os catalizadores nos automóveis e a utilização de equipamento de despoluição de efluentes gasosos nas indústrias);
• Controlo dos locais de deposição de resíduos sólidos, impedindo os fogos espontâneos e a queima de resíduos perigosos;
• Utilização de redes de monitorização da qualidade do ar;
• Incentivo à florestação;




• Estabelecimento de Planos de Emergência para situações de poluição atmosférica graves;
• Criação de serviços de informação e de auxílio às populações sujeitas ou afectadas pela poluição atmosférica.
A gestão da qualidade do ar envolve a definição de limites de concentração dos poluentes na atmosfera, a limitação de emissão dos mesmos, bem como a intervenção no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes. São, deste modo, exigidas acções para prevenir ou reduzir os efeitos da degradação da qualidade do ar.


Dicas ao alcance de todos nós para reduzir a poluição do ar:
● Caminhar quando as distâncias forem curtas ou andar de bicicleta.
● Combinar boleia com os amigos e colegas de trabalho ou escola (alternadamente).
● Racionalizar as viagens de carro e encorajar a família a usar menos o carro.
● Optar pelo transporte colectivo.
● Escolher um modelo de automóvel que gaste menos combustível por km andado (mais eficiente).
● Calibrar os pneus do carro pelo menos uma vez por mês.
● Fazer revisões periódicas no automóvel para reduzir as emissões de poluentes.
● No trabalho utilizar sempre que possível videoconferências para evitar viagens.
● Se for possível, utilizar energias alternativas como painéis solares.
Economizar energia eléctrica e adquirir electrodomésticos com maior eficiência energética.
● Poupar gás de cozinha, reduzir a chama do fogão assim que ferver, mantenher a panela centralizada, usar somente a quantidade de água necessária, colocar os alimentos duros de molho na água antes de cozer (feijão), usar a panela de pressão e evitar abrir com frequência a porta do forno quando este está a ser utilizado.
● Se tiver mais do que um elevador no prédio, chamar só um e se for possível utilizar as escadas.
Reciclar SEMPRE.
● Plantar árvores, elas são o pulmão da Terra.

Foto: Pessoal

Todos nós somos absolutamente dependentes do oxigénio contido no ar para respirar. E, por incrível que pareça, durante a correria do dia-a-dia, não nos damos conta de que estamos constantemente inspirando oxigénio e expirando dióxido de carbono. Com toda essa importância, o ar merece cuidados especiais para que o meio ambiente em que vivemos tenha e proporcione uma boa qualidade de vida.

Fontes e Fotos: “suapesquisa”, “IniciativaVerde”, “Natureba”, "ABCdoambiente", “Wikipedia”, “1ms.net”, outros.

Foto: Pessoal

“O futuro não pode ser previsto, mas pode ser inventado. É a nossa habilidade de inventar o futuro que nos dá esperança para fazer de nós o que somos.” (Dennis Gabor)
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