domingo, 29 de outubro de 2017

A Flor de Lótus


Foto: Pessoal


Sempre achei os Nenúfares flores magnificas, de uma beleza divinal. Lembro-me quando era criança e ia visitar algum jardim com os meus pais, se havia algum lago com nenúfares eu ficava maravilhada a olhar estas flores, que se encontravam dentro de água. Ficava pensando, "se um dia tiver um lago, vou lá colocar flores como estas!"



 Foto: Pessoal
Foto: Pessoal

É claro que não consegui "arranjar" o lago, mas tenho a possibilidade de as ver quando quero navegando na NET, e para as ter sempre ao meu alcance decidi falar delas, e guardar aqui no "meu cantinho" fotografias destas lindíssimas flores.



Foto: Pessoal


Os Nenúfares são plantas aquáticas, presentes em regiões temperadas e tropicais, perenes, rizomatosas com folhas e flores flutuantes. Pertencem à ordem Nymphaeales e à família Nymphaeaceae.


Foto: Pessoal

 Foto: Pessoal


Quando escrevi este post (2010) estava convencida que nenúfares era um outro nome que se daria a lótus ou flor-de-lótus, mas anos mais tarde (2018), a Kâmi Vargas fez o favor de me alertar para o facto de serem plantas diferentes, por isso refiz o post inicial.


Foto: net

Foto: Pessoal


Nenúfares


Os nenúfares são também conhecidos por Lírio de água ou Ninfea. São plantas aquáticas perenes, rizomatosas com folhas e flores flutuantes. As suas flores são perfumadas e com diversas cores consoante as espécies podendo ser: azuis, verdes, rosa, brancas, amarelas e em tons de vermelho.


 Foto: Pessoal

Foto: Pessoal


As folhas dos nenúfares reflectem-se na água fazendo sombra, tornando-se o refugio para os peixes dos lagos.
 
Os antigos egípcios adoravam os nenúfares do Nilo, que eles costumavam chamar de "lótus". O motivo dos "lótus" nos capitais das colunas (forma lotiforme) dos templos egípcios é frequente. Floresce à noite e fecha pela manhã, isso simbolizou a separação das divindades e foi um motivo associado às suas crenças sobre a morte e a vida após a morte. 


Foto: pessoal


A recente descoberta das propriedades psicodélicas do lótus azul egípcio é muito provável de ter sido conhecida pelos egípcios e explica seu papel cerimonial que pode ser visto em muitas representações. Os restos de ambos os tipos de nenúfares foram encontrados no túmulo de Ramsés II.



Foto:Pessoal


Os nenúfares foram imortalizadas pelo célebre pintor Monet.




Eram venerados pelos antigos egípcios como uma planta visionária e era um símbolo das origens da vida. Apreciavam a flor não apenas pelo seu cheiro agradável, mas também pelas suas qualidades curativas. Muitas imagens egípcias mostram mulheres segurando a flor, cheirando a sua fragrância divina.




Também da família Nymphaeaceae, a Vitória-Régia Regia ou Vitória amazónica está catalogada como a maior flor aquática do mundo. Possui folhas enormes em forma de círculo, com bordas levantadas, que fica sobre a superfície da água e pode chegar a até 2,5 metros de diâmetro e suportar até 40 quilos, se estes forem bem distribuídos na sua superfície.


Foto: Net

Flor-de-lótus


A flor-de-lótus (Nelumbo nucifera), anteriormente considerado um lírio-de-água, foi reconhecida como uma eudicotiledónea altamente modificada colocada na sua própria família Nelumbonaceae na ordem Proteales. É também conhecida por lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia, e é nativa do sudeste da Ásia e Oceania. Habita em cursos de água lentos ou lagoas de água doce, vivendo a pouca profundidade. É enraizada no fundo lodoso por um rizoma vigoroso, do qual partem grandes folhas arredondadas, sustentadas acima do espelho de água por longos pecíolos. A sua haste, muito comprida, pode alcançar mais de 1 metro acima do nível da água.  Produz grandes e belas flores que podem ser de cor rosa, amarelas ou brancas.


Foto: Wikipedia_Autor_Peripitis


As flores, as sementes, as folhas novas, e as "raízes" (rizomas) desta espécie de lótus são comestíveis. Na Ásia, suas pétalas são empregadas como enfeites, enquanto suas largas folhas são utilizadas para embrulhar comida.

É conhecida pela longevidade das suas sementes, que podem germinar após 13 séculos.

A flor de lótus faz algo incrível, pois fecha-se ao anoitecer e submerge na água, para ao amanhecer emergir e florescer novamente, brindando o Sol com a sua beleza e o Sol, brinda a flor de Lótus, com o seu calor e a sua energia!
 

Foto: Wikipedia_Adriano


É uma planta repleta de significados religiosos e míticos. Simboliza a pureza, beleza, graça, fertilidade, abundância, riqueza, sabedoria e serenidade.

No budismo, devido ao seu ciclo de vida, simbolizava a vida eterna e a renovação.
Na mitologia egípcia esta flor representava o nascimento do sol e de tudo o que se constrói a partir daí.

A flor de Lótus é venerada na Índia e no Japão como símbolo da espiritualidade; a semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais de 5.000 anos sem água, esperando a condição ideal de humidade para germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde então mostra as suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras.


Foto: Wikipedia_Autor_Altairusfar


Ambas podem ser cultivadas em lagos, tanques e espelhos de água, sempre com Sol. Se a água contiver peixes, deve evitar-se adubações pesadas, fazendo apenas uma fertilização leve caso seja mesmo necessário. Aprecia o frio leve, florescendo mais em climas amenos. Multiplica-se pela divisão da planta e por sementes.


Foto: Pessoal


Diferenças entre Nenúfar e Flores de Lótus (Nelumbo)
Observando as folhas e as flores das plantas:

As folhas de Nelumbo ( Flor de Lótus ) distinguem-se morfologicamente das folhas dos géneros integrados na família Nymphaeaceae por serem peltadas, isto é, por serem folhas com morfologia circular completa. Para além disso quer as suas folhas, quer as flores crescem para o alto em longas hastes.


Folhas de Lótus - Foto: Net


As folhas das espécies dos Nenúfares (género Nymphaea), por outro lado, apresentam uma reentrância característica que se estende desde a margem até ao centro da estrutura foliar do lado interno do pecíolo. Outra diferença é que não têm hastes, elas brotam na superfície da água e as suas flores têm pequenas hastes.



Folhas de Nenúfares - Foto: Pessoal


Tanto a flor dos Nenúfares como as flores de Lótus são flores de uma beleza incrível.


Foto: Pessoal

Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.jardineiro.net/; http://www.allvaso.com.br/; http://davesgarden.com/; http://www.thegracefulgardener.com/; 1ms.net; outros net e Fotos Pessoais
 
 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Koala



A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!



Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

A extinção é o desaparecimento irreversível de espécies e acontece quando o último animal de uma determinada espécie morre.

Hoje: KOALA



Nome Científico: Phascolarctos cinerus
Ordem: Diprotodontia
Família: Phascolarctidae
 



Distribuição e Habitat :
Os Koalas encontram-se no Leste e no Sudeste da Austrália, em florestas de eucaliptos, que são a sua fonte de alimentação. A sua distribuição tem muito a ver com o tipo de eucalipto que existe em cada área, já que a base da sua alimentação compreende apenas cerca de 20 entre as mais de 350 espécies de eucaliptos que podem ser encontradas na Austrália.




Identificação:
O nome “koala” deriva do dialecto aborígene e significa “não bebe”. O nome científico deriva das palavras gregas “phaskolon” (“bolsa”) e “arktos” (“urso”) e da palavra latina “cinereus” (cor de cinza). A pelagem é macia, de cor cinzenta, mesclada na região dorsal e branca na região ventral do corpo. A cabeça é arredondada e as orelhas são grandes e peludas. O nariz é grande, geralmente de cor negra e não apresenta pêlos.




Hábitos e Alimentação:
São animais arbóreos de hábitos nocturnos. São solitários ou vivem em pequenos grupos. Apesar do seu peso (os machos pesam cerca de 10 kg e as fêmeas cerca de 8 kg), são excelentes trepadores. Embora sejam muito lentos e evitarem gastar demasiadas energias, os koalas sobem às copas destas árvores, onde encontram as folhas mais tenras. Dada a pobreza da sua alimentação, os koalas necessitam de dormir muitas horas. Um animal adulto dorme entre 16 e 18 horas por dias, sendo as restantes dedicadas quase exclusivamente à alimentação e à sua procura.



Reprodução:
O período de acasalamento ocorre de Setembro a Janeiro. Nesta altura, os machos marcam os ramos com os odores provenientes das glândulas que possuem no peito. Estes odores e as vocalizações que emitem atraem as fêmeas no cio. Os machos lutam entre si e cada um procura manter um grupo de fêmeas reprodutoras, durante a época de acasalamento. O período de gestação é de cerca 35 dias, após os quais o recém-nascido migra para a bolsa marsupial, onde permanece mamando durante cerca de sete meses. Desloca-se em seguida para o dorso da progenitora, ao qual se agarra até ao primeiro ano de idade.




Estatuto de conservação e principais ameaças:
No final do século XIX, existiam populações numerosas, mas a desflorestação, os fogos, as doenças e a caça excessiva por desporto e para o comércio de peles dispersaram os indivíduos e quase levaram a espécie à extinção, no início do século XX. Durante a última metade do século XX, graças aos esforços realizados para a sua conservação, as populações têm vindo a recuperar.




Fontes e Fotos: Wikipedia; Portlasaofrancisco; http://www.worldzootoday.com/; treknature; Enciclopédia a Vida Animal; http://www.zoo.pt/; http://www.desktopwallpaperhd.com/; http://www.walldesk.com.br/; http://www.hiren.info/desktop-wallpapers/; http://www.koalas.org/; http://www.fotopedia.com/; http://www.pcdesktopwallpaper.com/; http://blogs.scientificamerican.com/, http://www.flickr.com/; http://www.pbs.org/wnet/nature/, outros



“A Terra provê o suficiente para as necessidades de todos os homens, mas não para a voracidade de todos.” (Mahatma Gandi) .
 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Corujas - As aves soberanas da noite


A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!

Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.


Hoje vamos conhecer um pouco melhor: As corujas (Owls)




A coruja é a a ave soberana da noite. Ela é o símbolo da Deusa grega da sabedoria, Athena, sendo também considerada como o símbolo da filosofia, da reflexão, do conhecimento racional e intuitivo.





Ordem: Strigiformes  
Família: titonídeos e estrigídeos




O termo "coruja" é geralmente aplicado ao pai ou à mãe que são muito zelosos e preocupados com os seus filhos e que os protegem em todas as situações, e aos seus olhos os filhos são sempre perfeitos e lindos.




Distribuição e Habitat :
Encontra.-se em todas as regiões da Terra, exceto na Antártida, a maior parte da Groenlândia e algumas ilhas remotas.





Identificação:
Existem entre 220 a 225 espécies de corujas. A plumagem das corujas geralmente é enigmática, mas muitas espécies têm marcas faciais e na cabeça, inclusive máscaras, tufos de orelha e íris de cores vivas. Estas marcações são geralmente mais comum em espécies de hábitats abertos, e são pensados para ser usado na sinalização com outras corujas em condições de pouca luz.




A coloração da plumagem da coruja desempenha um papel fundamental na sua capacidade de sentar e misturar-se no ambiente, tornando-o quase invisível para presas.




Uma característica que as ajuda na captura das presas é a sua excelente visão noturna, no entanto são animais com hipermetropia, ou seja, quase não enxergam perto (a poucos centímetros).




Corujas são conhecidas por seus olhos desproporcionalmente grandes em relação ao seu crânio.




Apresentam também funções de audição especializadas e formas de ouvido que ajudam na caça.




Elas conseguem girar a sua cabeça e pescoço em até 270º em qualquer direção.




São aves de rapina tímidas, solitárias, discretas e de vôo silencioso, graças ao formato e à textura de suas penas.



Hábitos e Alimentação:
A maioria das corujas é solitária e noturna, embora algumas espécies sejam ativas também durante o dia, como por exemplo a coruja -buraqueira ( Speotyto cunicularia ) e a coruja-do-nabal ( Asio flammeus ).




Exímias caçadoras, alimentam-se de pequenos mamíferos (principalmente de roedores e morcegos), insetos e aranhas. Engolem suas refeições por inteiro, para depois vomitarem o que não aproveitam, tais como penas e pedaços de ossos. 



Reprodução:
O período da reprodução depende da espécie. A cada postura a fêmea põe de 3 a 5 ovos, o tempo de incubação é de aproximadamente 33 dias e os filhotes começam a voar, em média, em 75 dias. Depois da eclosão, o macho cuida dos filhotes por dois meses até que estes aprendam a se defender.




A maioria das espécies nidifica em árvores. Mas algumas corujas fazem o ninho em áreas de relvas baixas, junto às árvores. Cavam no chão verticalmente e depois prosseguem horizontalmente até o ponto definido para colocar o ninho livre de predadores. O macho fica de sentinela na árvore, cuidando do ninho, principalmente durante o dia.




Fontes e Fotos : Wikipédia; http://www.bicharada.net/; http://www.significados.com.br/coruja/; http://www.infoescola.com/aves/coruja/; www.gdefon.com; wall.alphacoders.com; www.wallsave.com; www.american-bird.com; www.aktifmag.com; allgamewallpapers.com; outros net




Devemos proteger, preservar e compreender a imensa importância que cada organismo têm, na complexa teia da Vida do nosso planeta.
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