domingo, 4 de março de 2018

Muriqui ou Mono-Carvoeiro


A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!


Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

A extinção é o desaparecimento irreversível de espécies e acontece quando o último animal de uma determinada espécie morre.

Hoje: Muriqui



Nome Científico: Brachyteles arachnoides
Ordem: Primatas
Família: Atelidae

Distribuição e Habitat :
É o maior primata do continente americano e o maior mamífero endémico ao território brasileiro. Endémico da Mata Atlântica do sudeste do Brasil (do sul da Bahia até o Paraná).



Identificação:
É considerado o maior entre os primatas do continente americano. É um animal dócil, de cor clara, pelo longo e macio e face negra contornada de branco. De cauda preênsil, braços e pernas longos e finos, gosta de se balançar nas árvores pela cauda. Podem segurar-se em posturas surpreendentes, e dar saltos incríveis de um galho para outro, chegando esses saltos atingir até dez metros.
O adulto chega a medir 1,5 metro de altura, tem uma cauda de um metro e pesa quinze kg.




Hábitos:
De hábitos diurnos, vivem no estrato superior da floresta, em grupos que podem passar dos 90 membros. São nómadas e podem deslocar-se por longas distâncias à procura de alimento. Num único dia, um grupo pode percorrer mais de 4 Km. A área usada por um único bando pode passar dos 800 hectares.

Os grupos têm os seus locais preferidos para procurar alimentos e dormir. Deslocam-se em fila, passando nas mesmas árvores e, muitas vezes, nos mesmos galhos. Estas rotas bem marcadas diminuem os riscos de quedas. Quando alcançam as chamadas “praças de alimentação”, dividem-se em grupos menores. É comum neste momento, ouvir-se vocalizações amistosas, indicando que algum membro encontrou boas quantidades de frutos ou flores e está convidando os demais para compartilharem o alimento.



Dormem durante parte do dia. Os Muriquis têm uma sociedade caracterizada pela harmonia, ou seja, não há disputa pelo poder e nem por parceiros.

Alimentação:
A dieta do Muriqui baseia-se em folhas, frutas, flores, sementes e outras partes vegetais, como cascas de árvores, brotos de bambu e néctar.

Reprodução:
Os muriquis são um retrato da paz e da cooperação. Raramente demonstram sinais de disputa ou agressividade e estão sempre atentos uns aos outros. Os machos não brigam, mesmo quando o que está em disputa é a chance de reproduzir. Curiosamente, eles compartilham também as fêmeas.

As fêmeas geralmente dispersam-se do seu grupo natal quando atingem a idade reprodutiva, por volta dos 7 a 9 anos. Elas viajam semanas ou até meses, sozinhas. Quando encontram outro grupo, elas aproximam-se na tentativa de serem aceitas e, aos poucos, estabelecem-se no novo bando. Só nesse novo grupo social é que vão ter os seus primeiros filhotes, ou seja, quando completam de 8 a 10 anos de idade. Depois de uma gestação de 7 meses, as mães dão à luz um único filhote que se manterá a seu lado durante 2 ou 3 anos, só depois dele se tornar independente é que a mãe muriqui está pronta para dar à luz novamente.



Estatuto de conservação e principais ameaças:
O muriqui está entre os animais em maior risco de extinção do mundo, constando da Lista Vermelha da UICN na categoria Em perigo crítico. As suas principais ameaças são a destruição de seu habitat (as florestas da Mata Atlântica), a caça e a baixa taxa de reprodução da espécie.

Fontes e Fotos: Wikipédia; Portlasaofrancisco; www.muriquilinux.com.br; http://www.programamuriqui.org.br/; http://www.nationalgeographicstock.com/; outros net



Há que compreender a importância de cada organismo na complexa e maravilhosa teia da Vida na Terra e Nunca nos devemos esquecer que "A extinção é para sempre".

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