sexta-feira, 16 de março de 2018

PINGUINS

PINGUINS


A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!


Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

A extinção é o desaparecimento irreversível de espécies e acontece quando o último animal de uma determinada espécie morre.

Hoje: Pinguim

O pinguim é uma ave marinha da família Spheniscidae, não voadora mas excelente nadadora. O pinguim-imperador é a espécie de ave que se reproduz no ambiente mais frio. As temperaturas do ar podem chegar aos 40 °C negativos, a velocidade do vento pode atingir os 144 km/h e a temperatura da água é próxima do ponto de congelamento, com cerca de 1,8 °C negativos.


Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Família: Spheniscidae

Distribuição e Habitat :
São característicos do Hemisfério Sul, em especial na Antárctida e ilhas dos mares austrais, chegado à Terra do Fogo, Ilhas Malvinas e África do Sul, entre outros. Apesar da maior diversidade de pinguins se encontrar na Antártida e regiões polares, há também espécies que vivem nos trópicos como por exemplo nas Ilhas Galápagos.


Identificação:
A morfologia dos pinguins reflete várias adaptações à vida no meio aquático: o corpo é fusiforme o que minimiza o atrito enquanto nadam, as asas tornaram-se em barbatanas planas e duras e as penas são impermeabilizadas através da secreção de óleos.

Algumas espécies de pinguins:

O pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri) podem medir até 1,22 metros de altura e pesar até 37 kg, dependendo da altura do ciclo reprodutivo em que se encontre.O pinguim-imperador caracteriza-se pela plumagem multicolorida: cinza-azulado nas costas, branco no abdômen, preto na cabeça e barbatanas. Esta espécie apresenta também uma faixa alaranjada em torno dos ouvidos.


O pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus) mede aproximadamente 90 cm de altura, e pesa de 11 a 15 quilogramas. Habita a Antártica, na zona dos ventos do Oeste.


O pinguim-macaroni, apresenta uma crista amarela, face preta e íris vermelha. O peso varia com o sexo e conforme a época do ano podendo ir de 3,3 kg e 6,4 kg. A crista, característica mais distintiva da espécie, cresce a partir da testa e prolonga-se horizontalmente até à nuca. A espécies está actualmente classificada como vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais ).


O pinguim-das-galápagos (Spheniscus mendiculus) é uma ave da ordem Sphenisciformes (pinguins), endémico do Arquipélago das Galápagos. têm cerca de 50 cm de altura e têm plumagem negra. A espécie encontra-se classificada como “Em Perigo”.


O pinguim-saltador-da-rocha ou pinguim-de-penacho-amarelo (Eudyptes chrysocome) mede até cerca de 55 centímetros e caracteriza-se por plumagem branca e preta e sobrancelhas de cor amarela que terminam em longas penas da mesma cor. A espécie está actualmente classificada como “vulnerável”.


O pinguim-gentoo é a ave mais rápida do planeta debaixo de água. É facilmente reconhecido pela mancha branca que lhe percorre a cabeça e pelo bico de um laranja vivo. Mede de 75 a 90 cm de altura e o peso varia entre os 8.5 kg e os 5.5 kg.


O Pinguim-das-snares (Eudyptes robustus) é um pinguim da Nova Zelândia que se reproduz nas Ilhas Snares, a sudoeste da Ilha Sul. É um pinguim pequeno, que mede entre 50 a 70 cm e pesa de 2,5 a 4 kg. É preto no dorso e branco no ventre. Tem penachos amarelos a fazer de sobrancelhas que se prolongam para lá da cabeça. A espécie está actualmente classificada como vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais ).


Alimentação:
A sua alimentação baseia-se em pequenos peixes, krill e lulas, que pescam em profundidades de até 250 metros. O pinguim-imperador pode ficar submerso por cerca de vinte minutos sem respirar. Quer o macho quer a fêmea do pinguim-imperador procuram alimento até uma distância de 500 km das colónias, cobrindo no total entre 82 e 1454 km por indivíduo e por viagem.


Hábitos e Comportamento:
São muito sociáveis relativamente ao seu comportamento de nidificação e procura de alimento: as aves que caçam juntas podem coordenar os seus mergulhos e retornos à superfície. Possui hábitos tanto diurnos quanto nocturnos. Um macho adulto viaja a maior parte do ano, entre a área de nidificação e as áreas de alimentação no mar. O fisiologista Gerry Kooyman (EUA) descobriu através da monitorização de alguns pinguins-imperador, que a espécie alcança profundidades de 265 m, com períodos mergulho que iam até aos 18 minutos. É possível que o pinguim-imperador possa mergulhar ainda mais fundo.


Como defesa contra o frio, uma colónia de pinguins-imperador forma um agregado compacto, que pode consistir entre dez a várias centenas de aves, com cada indivíduo inclinando-se em direcção ao seu vizinho.


Reprodução:
Há espécies de pinguins cujos pares reprodutores acasalam para toda a vida enquanto que outros fazem-no apenas durante uma época de reprodução. Normalmente, os progenitores cooperam nos cuidados com os ovos e com os juvenis.


A forma do ninho varia, segundo a espécie de pinguim: alguns cavam uma pequena fossa, outros constroem o ninho com pedras e outros utilizam uma dobra de pele que possuem ventralmente para cobrir o ovo. Normalmente, o macho fica com o ovo e mantém-no quente, e a fêmea dirige-se para o mar com vista a encontrar alimento. Quando no seu regresso, o filhote terá alimento e então os papéis invertem-se: a fêmea fica em terra e o macho vai à procura de alimentos.


No caso do pinguim-imperador as fêmeas põem um único ovo em maio/junho, no final do outono, que abandonam imediatamente para passar o inverno no mar. O ovo é incubado pelo macho durante cerca de 65 dias, que correspondem ao inverno antártico. Para superar temperaturas de -40 °C e ventos de 200 km/h, os machos amontoam-se e passam a maior parte do tempo dormindo para poupar energia. Eles nunca abandonam o ovo, que congelaria, e sobrevivem à base da camada de gordura acumulada durante o verão. A fêmea substitui o macho apenas quando regressa no princípio da primavera. Se a cria choca antes do regresso da mãe, o macho do pinguim-imperador alimenta o filho com secreções de uma glândula especial existente no seu esofago.


As crias é tipicamente coberta por uma plumagem de cor cinzenta prateada, possuindo uma cabeça preta e máscara branca, pesam cerca de 315 g após o nascimento e alcançam cerca de 50% do peso de um adulto na altura em que deixam de depender dos progenitores. Cerca de 45 a 50 dias após o nascimento, as crias formam creches, juntando-se à procura de calor e protecção. Durante este tempo, ambos os progenitores alimentam-se no mar e regressam periodicamente para alimentar as crias. A creche poderá compreender até vários milhares de aves densamente aglomeradas e tal é essencial para a sobrevivência às baixas temperaturas da região antárctica .


Principais ameaças:
Os seus principais predadores naturais são a orca, foca-leopardo e tubarões. Assiste-se a um grande declinio das populações que se deve entre outros factores à falta de alimento disponível, resultante dos efeitos das alterações climáticas e da pesca industrial nas populações de crustáceos e de peixes. Outras razões apontadas são as doenças, destruição de habitat e distúrbios nas colónias de reprodução, provocados por humanos. Foram observados na região da Terra Adélia, na Antártica, declínios populacionais de 50%.


Fontes: Wikipedia; Portlasaofrancisco; treknature; Enciclopédia a Vida Animal; outros.

“A Terra provê o suficiente para as necessidades de todos os homens, mas não para a voracidade de todos.” (Mahatma Gandi) .

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