domingo, 4 de março de 2018

Preservar a vida Animal – Soldadinho-do-araripe (Araripe Manakin)


A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!


Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

A extinção é o desaparecimento irreversível de espécies e acontece quando o último animal de uma determinada espécie morre.

Hoje: Soldadinho-do-araripe

Outros nomes regionais: galo-da-mata, língua-de-tamanduá, lavadeira-da-mata, uirapuru-matreiro e cabeça-vermelha-da-mata .




Nome Científico: Antilophia bokermanni (O nome bokermanni é uma homenagem ao zoólogo brasileiro Werner Bokermann)
Ordem: Passeriformes
Família: Pipridae

Distribuição:
Foi descoberto em 1996 na Chapada do Araripe, Região Nordeste do Brasil. Segundos os seus descobridores, o soldadinho-do-araripe somente é encontrado nos municípios de Barbalha, Crato e Missão Velha, todos no Ceará.



Identificação:
A plumagem da cabeça em forma de elmo deu origem ao nome soldadinho. O soldadinho-do-araripe mede aproximadamente 14,5 cm. Machos e fêmeas apresentam um forte dimorfismo sexual no que diz respeito a cor da plumagem. Os machos são predominantemente brancos, com penas pretas que se estendem das asas ao dorso e cabeça vermelha. As fêmeas são principalmente da cor verde oliva e apresentam um reduzido penacho verde na cabeça.



Alimentação:
A sua dieta alimentar é baseada principalmente no consumo de pequenos frutos, mas também ingere artrópodes em períodos de baixa frutificação.

Reprodução:
Os Antilophia são os únicos piprídeos que permanecem com uma única parceira por estação reprodutiva, permitindo que construa o ninho no território. A construção do ninho é uma atividade que cabe somente à fêmea, uma vez que o macho colorido atrairia a atenção de predadores da ninhada. O local escolhido para construção é localizado necessariamente sobre cursos d’água, geralmente a menos de 2 m de altura, salvo raras excepções.



A fêmea põe um par de ovos com um intervalo de aproximadamente um dia entre os dois. Após três semanas desde a postura, cada ovo eclode com cerca de um dia de diferença. Outras três semanas se passam entre a eclosão dos ovos e o abandono do ninho pelos filhotes, que são acompanhados de perto pela mãe e observados pelo pai.

A plumagem definitiva dos filhotes machos só é conseguida ao fim de quase dois anos, nessa altura será expulso do território dos pais, devendo ocorrer o mesmo com a fêmea recém adulta.

Estatuto de conservação e principais ameaças:
Está classificada na Lista Vermelha brasileira, na categoria 'criticamente em perigo' e, na lista mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza e BirdLife International. A distribuição restrita e o tamanho reduzido da sua população, aliados ao intenso desmatamento e ocupação desordenada da região estão afetando severamente o hábitat desta espécie e colocando em risco sua sobrevivência.

Fontes: Wikipedia; http://www.wikiaves.com.br/; http://www.aquasis.org/; outros



Há que compreender a importância de cada organismo na complexa e maravilhosa teia da Vida na Terra e Nunca nos devemos esquecer que A extinção é para sempre!

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